O humor de Raul de Orofino no jornal I

O jornal i falou com Raul de Orofino, autor de Mário o teu humor está no armário, a propósito do curso de Inteligência Emocional que o autor/formador vai dar na Universidade Lusíada.

Leia a entrevista e fique a conhecer melhor o homem que pode levantar os espíritos em tempos de crise.

«Raul de Orofino, autor e actor, fazia espectáculos ao domicílio. Estávamos no início dos anos 90, a crise atingia o Brasil e os apoios à cultura escasseavam. Levar o seu monólogo à casa de pessoas foi uma maneira criativa de contornar as dificuldades. E sempre que terminava um espectáculo ficava a conversar com quem o tinha convidado. Um dia alguém lhe chamou a atenção para uma coisa: “Sabia que essa conversa que tem com as pessoas é uma palestra?”

Raul não sabia. Mas acreditou quando a pessoa lhe disse que era responsável por uma empresa com um grave problema de comunicação, problema que podia ser solucionado por Raul. A empresa, uma multinacional de elevadores, foi o palco de quatro espectáculos. A fórmula foi um sucesso e cada vez mais empresas aderiram à ideia de resolver os seus problemas através da ironia e de verem os seus medos reflectidos nos personagens. “Um bom teatro é uma cura”, percebeu.

Assim, o “actor palestrante “, como se define, nasceu da crise, a mesma palavra que hoje inunda Portugal, onde Raul de Orofino começa um curso prático de Inteligência Emocional para empresários na próxima semana. Timing perfeito? Neste momento é mais que nunca necessário aplicar o bom humor ao trabalho, considera.

“Fui muito desencorajado a trabalhar em Portugal quando cheguei. As pessoas diziam-me que os portugueses eram sisudos, que não iam rir, mas o português é muito emocional, tem um potencial gigante”, diz, fazendo um balanço dos últimos 12 anos. “Se o português perceber o potencial que tem em termos de criatividade e humor, este país vai longe!” Às promessas do curso juntam-se mais-valias profissionais e pessoais: os líderes aprendem a ser mais flexíveis, os colaboradores aprendem a integrar-se, os vendedores aprendem a ouvir os clientes. O curso não envolve espectáculos, mas fornece as técnicas de que Raul fala.

Uma das prioridades, realça, é valorizar o humor como factor diferenciador no mercado de trabalho. “Uma pessoa com humor não vai destabilizar uma equipa, vai aglutinar as diferenças de todos. Num momento como o de hoje, ninguém quer contratar uma pessoa que desestabilize, isso é um prejuízo enorme e é contabilizado num processo de recrutamento.” considera Raul. “Precisamos de bom ambiente para aumentar a produtividade, por isso costumo dizer que o humor é dinheiro.” Mas não só por isso: “Quando as pessoas riem muito, quer dizer que são inteligentes. Rir é uma coisa séria. Na verdade as pessoas mais perigosas são as que não riem. Isso quer dizer que estão doentes”, diz. Importa salvaguardar que não estamos a falar do humor de “escorregar na casca de banana”. “Todas as histórias de que falo são sérias: uma rapariga que está apaixonada por um anão, um homem que está desempregado, um líder que hoje vende sopa.

110630Jornal I

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